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Transcrições

Etologia, Individuação e Mundos Próprios

Partindo da Etologia – ciência que estuda o modo de viver, experimentar e criar dos animais e mesmo do homem em sua dimensão animal, isto é, anterior à dominação da representação simbólica e à naturalização de costumes que produzem uma imagem invertida da experiência -, investiga os modos de viver e de criar comportamentos a […]

Biologia Molecular

Investiga a lógica da vida em sua dimensão molecular – toda a realidade abstrata constitutiva do vivo, antes de se formalizar e de se tornar sensível ou consciente – e os usos que podem ser feitos dessa investigação para transmutar nossos modos de viver: alimentar, morar, defender, combater, reproduzir, relacionar, criar, enfim, de um novo […]

Guerra e combate

Investigar razões, motivos e modos de combater e fazer a guerra ao longo da história da humanidade e a operar uma clara distinção entre as máquinas de guerra geradoras de vidas ativas e superabundantes na potência de criar e as máquinas de guerra capturadas por Estados, produtoras de morte, desqualifidoras dos modos intensos e alegres […]

Práticas e crenças de poder e ascensão social

Começa-se por se produzir terra imunda e água suja, ou em outras palavras, produzir uma subjetividade miserável. Como? Desqualificando as zonas virtuais do vivo. Inoculando a falta, a culpa, a insuficiência da ordem nos tempos, movimentos e afetos destituídos como caóticos. Quanto mais miserável um ser, mais se confessa humilde. Mas o inconfessável da humildade […]

Práticas educacionais e dispositivos familiares

Diferença de natureza entre os valores e práticas familiares como potências aliadas de uma vida criativa versus valores e práticas como investidores na formação de prepostos dos poderes estabelecidos, implementadores e garantidores da transmissão de uma cadeia de ordens, deveres e direitos – valores e práticas de uma cultura que pressupõe a desqualificação das zonas […]

Violência Moral, Social e Institucional

Da violência física como efeito ou descarga de coações passionais diretamente externas ou derivadas internas devido ao ressentimento. Do apreender as fontes primeiras da violência, engendrada sempre que a vida se separa de suas potências; ou seja, quanto mais impotência, mais violência demanda uma vida e essa mesma vida pratica a violência de modo mascarado […]

Desejo, modos de prazer e sexualidade

Investigar o prazer como função de esgotamento ou descarga do desejo, em contraste com um uso do prazer como intensificação do desejo. O desejo intenso, não despressurizado é inoportuno para o poder. A sexualidade como dimensão singular do existir coloca em relação tempos e ou movimentos diferenciais que se fundem sem sucumbir na indiferenciação, cujos […]

Aula 03 – O saber e o poder

Nós abordamos aqui desde o início uma questão central que nos atravessa e que, já falamos, vai se repetir em todas as nossas exposições. Essa questão é a da colagem da vida, do desejo e do pensamento num plano de imanência, em algo que nos atravessa e que constitui não só a nossa realidade, mas que constitui a realidade de qualquer ser existente, de qualquer pensamento, de qualquer desejo, de qualquer corpo.

Aula 04 – Platão e a vontade de outro mundo

Em Platão você tem um movimento dialético e um movimento mítico. Esses dois movimentos dão a unidade ao método da divisão. Platão inventa o método da divisão para distinguir o puro do impuro, para separar o eu profundo, a parte eterna ou inteligível da alma, das partes inferiores da alma e do próprio corpo. E desse modo atingir a verdade. Então esse método da divisão é um misto de razão e mito – isso é que é importante marcar. Porque o Platão vai fundar duas categorias do pensamento ocidental de que nós não nos livramos até hoje, que é a de identidade e a de semelhança, a partir da instauração da narrativa mítica. É o mito que instaura da identidade: a identidade só é possível numa circularidade fictícia. Nada na natureza vai do Mesmo ao Mesmo – a não ser uma ficção mítica. Ir do mesmo ao mesmo é o movimento de identidade platônica. E é esse movimento que vai gerar um critério para a seleção aqui em baixo.

Aula 05 – Sobrecodificação e regimes despóticos

Sócrates vai levar a cabo no pensamento, no discurso, no logos, um modo de operar que se funda numa instância que os gregos, até então, desconheciam, que é uma alma que se separa do corpo, é uma alma que tem eminência em relação ao corpo e que não tem origem na natureza, que tem origem num outro mundo, que tem origem divina. Então isso Sócrates vai fazer, ele vai usar esse elemento xamânico e as práticas ascéticas de esconjuração do corpo, de renúncia em relação ao corpo, na medida mesma em que ele tem a visão do corpo como prisão e como túmulo da alma, ele vai usar então essas práticas e essa maneira de interpretar a alma como instrumento para se construir o juízo ocidental.

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