Transcrições

Aula 24 – Kant e a moral como finalidade

Luiz Fuganti  Hoje eu vou falar de quem vocês não gostam, de tanto eu ter falado mal, criticamente. Kant é muito interessante, por isso vamos falar dele; pode ser chato, pode ser um homem da lei, pode ser um homem da moral por excelência, mas ele é o instaurador do plano moderno da separação da […]

Aula 25 – Nietzsche (parte 1/4)

O projeto mais geral da filosofia de Nietzsche é atingir um modo de viver e de pensar que ultrapasse toda essa decadência que se instalou no ocidente e que toma conta da terra – que, segundo Nietzsche, é causada por uma maneira negativa de viver e pensar. Então é o bacilo da negação que gera a crença no ideal, que acaba produzindo uma inviabilização para a vida, uma inviabilização para o corpo, uma inviabilização para a natureza. Então Nietzsche quer fazer a transvaloração ou a transmutação de todos os valores. Ele diz que os valores ocidentais inteiros estão contaminados ou cheios do bacilo da vingança ou do niilismo.

Aula 26 – Nietzsche (parte 2/4)

Luiz Fuganti  Vamos fazer uma coisa, um percurso, que vai nos fortalecer para entender as figuras do niilismo em Nietzsche e a questão da transvaloração de todos os valores; ou seja, a denúncia do niilismo e a criação de uma maneira de viver absolutamente inédita, inaudita. Maneira de viver, de sentir e de pensar. Hoje […]

Aula 27 – Nietzsche (parte 3/4)

Então de modo algum você pode dizer que Nietzsche critica uma raça ou um povo, a não ser quando essa raça encarna uma forma de ressentimento, uma forma reativa, uma forma niilista. Só o tipo reativo é que interpreta assim, de forma preconceituosa, a obra de Nietzsche.

Aula 28 – Nietzsche (parte 4/4)

A afirmação, em Nietzsche, não é afirmação de alguém sobre alguma coisa; não é atributo de alguma coisa, não é propriedade de alguma coisa, não é a faculdade de um sujeito que afirma algo de um objeto. A afirmação é, em Nietzsche, o próprio ser. Em Nietzsche não existe o ser: o ser é afirmação. Não é uma afirmação do ser: o próprio ser é que já é afirmação. Então não há descolamento entre afirmação e ser. Ser é afirmar.

Aula 30 – Foucault e o biopoder

O biopoder já são massas abertas, são as massas ou as populações; e eles vão regular e controlar a sexualidade, a natalidade – vão gerir a vida sob o ponto de vista do poder. Não é gerir a vida para afirmar a vida e ativar a vida, é para submeter a vida. Porque no regime anterior de soberania, o déspota, o monarca, tinham o poder de vida e morte sobre o povo; eles ou deixavam viver ou matavam. E no atual sistema você precisa extrair e incutir, embutir, impor um modo de se comportar.

Aula 31 – O sujeito em Foucault

Luiz Fuganti Participante: eu não sei nada de Foucault, mas eu estava estudando com um pessoal e uma pessoa está fazendo uma tese em cima de Foucault. Na verdade, está estudando a psicologia no Brasil, mas com a metodologia de Foucault. E aí surgiu lá que foi Foucault que, definitivamente, introduziu esse sentido de subjetivação. […]

Aula 32 – Deleuze

É impossível separar a vida e a obra de Deleuze, o modo como ele viveu e o que ele produziu; inclusive nesse último ato que muitos homens sórdidos e estreitos interpretaram como sendo um gesto de negação ou de desespero, algum tipo de elemento que viesse a comprometer a conclusão de uma vida e de uma obra que, na verdade, nunca deixou de se pautar na afirmação do pensamento e na alegria ética.

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